Estado brasileiro situado a sudoeste da região Norte. Tem como
limites: Amazonas (N); Rondônia (L); Bolívia (SE); e Peru (S e
O). Ocupa uma área de 153.149km2. A capital é Rio Branco. As
cidades mais populosas são: Rio Branco, Cruzeiro do Sul,
Tarauacá, Sena Madureira e Brasiléia.
Um planalto com altitude média de 200m domina grande parte do
Acre. Juruá, Tarauacá, Muru, Embirá e Xapuri são seus rios
mais importantes. A economia do Estado se baseia na extração da
borracha e da castanha, na pecuária e na agricultura.
Até o início do século 20, o Acre pertencia
à Bolívia. Porém, desde o princípio do século 19, grande
parte de sua população era de brasileiros que exploravam os
seringais e que, na prática, acabaram criando um território
independente e exigiram sua anexação ao Brasil. Em 1899, os
bolivianos começaram a recolher impostos e fundaram Puerto Alonso
(hoje Porto Acre), na tentativa de assegurar o domínio da área,
mas os brasileiros se revoltaram.
Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do
Tratado de Petrópolis, o Brasil recebeu a posse definitiva da
região em troca de terras do Mato Grosso, do pagamento de 2
milhões de libras esterlinas e do compromisso de construir a
estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Integrado ao Brasil como território, o Acre foi subdividido em
três departamentos: Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá, este
último desmembrado em 1912 para formar o Alto Tarauacá. Em 1920,
foi unificado e, em 15 de junho de 1962, no Governo de João
Goulart, elevado à categoria de Estado.